Catarina
É a cidade, não que eu não seja ou não esteja, mas se for para definir algum estado de espírito será estressada e cansada! Todos os motivos… Final de período e um ano sem férias do trabalho… Fora que estou chegando de Cachoeiro agora… Tá bom para você? Ah, e tem mais, eu fui para o Festival de Alegre… Por isso o cansaço, e o post, que chegará até o Festival. Por que a demora em postar??? Não acredito que você teve a capacidade de pensar nisso… Hunf! Mas eu me justifico, afinal devo satisfações… Primeiro: na semana que eu voltei, tinha várias coisas para Ufes, ainda bem que tinhamos a série Muqui engatilhada… Como se não bastasse, minha garganta inflamou horrores na quarta-feira, com febre, mal-estar e dores no corpo… Pensei em fazer um post desabafo a la LP, mas ele tinha acabado de fazer um e o Malini falou que isso passava uma imgem de intimidade entre os editores/ blogueiros e os leitores, mas que já estava bom, né?! Então me contive e fui dormir… E guardei o post na minha cabeça exausta para quando tivesse tempo. Não que eu tenha, agora, por exemplo estou na casa da minha prima que está voltando para Londres amanhã e eu ainda não pude curti-la direito… Mas Londres ainda não, vamos ao Festival de Alegre.
Não vou apenas rasgar seda pelo festival, porque ele foi muuuiittoooo bom e tenho motivos. Quero ser crítica, e também conseguirei. Por que mesmo que se chama ainda FESTIVAL de música de Alegre? Não, porque não é mais um festival de música. De acordo com o que eu pensava sobre o festival e confirmei com o Wilipedia, “Festival de música é um evento cultural em uma ou várias etapas, para escolha e premiação de canções, compositores e intérpretes e obras musicais. É geralmente acompanhado de um espetáculo e uma platéia de celebridades, empresários, entre outras personalidades”. Concordo plenamente que tem o espetáculo e uma platéia de celebridades, empresários, muitos empresários pagando, recebendo, entre outras personalidades. E só! Juro que descobri agora, perguntando as amigas da minha prima entendidas no assunto, que aquele palquinho onde tocavam bandinhas desconhecidas era o festival! Aquele com músicas inscritas… Admito que não li muito sobre o festival, mas as informações sobre os outros shows vieram até mim. Eu consigo entender o lado dos empresários, não dava ninguém nas apresentações de novos talentos… No início, ainda havia a cultura de se valorizar o novo, os músicos iniciantes. Valorizava-se a qualidade e não o que era pop, por parte do público e de quem ganha dinheiro com isso. Não existe mais isso… Infelizmente. Isso ocupou todo o evento! Nem as bandas celebridades são escolhidas pela qualidade, mas pela audiência, senão não vende… Isso dá uma discussão enorme que não cabe aqui (usando a ambigüidade da palavra) . E também não sejamos injustos, tudo passa por uma remodelagem, o único problema, pra mim, é perder a originalidade…
Mas o Festival em si, enquanto um rock de bandas pops, das quais algumas me agradam, foi bastante legal… Uma infra-estrutura indiscutível. Sabe aquele show que você perdeu metade porque estava tentando dar a fichinha da cerveja para o cara da barraquinha? Isso simplesmente não acontece lá. Você compra a ficha rapidinho, e eu só briguei uma vez com um cara que queria, mas não conseguiu furar fila, e depois pega a bebida na mesma velocidade. Sem estress. E a praça de alimentação?? Mega gigante com uma infinidade de variedades: yakisoba, pastel com caldo de cana (!!), polenta, casquinha de siri, muita comida! Intervalo de shows com um dj tocanco, meio chato porque era campanha da coca, então tinha que ter as músicas que marcavam que ia começar e que tocavam toda hora! Um saco! Os shows, aí vou reclamar no espaço do elogio rapidinho… MUITO PEQUENOS!!! Uma hora e quinze no máximo porque a Ivete (intimidade preocupante…) insistiu! Vem cá, o festival não foi pro rock da tarde para aumentar o tempo dos shows no palco principal? Será que eles esqueceram na hora? Eu heim… Mas tinha show que parecia grande, o do Armandinho , por exemplo, parecia que não ia acabar, e olha que eu dormir! Mas já que eu toquei no assunto rock da tarde, caraca! Muito legal! Uma diversidade musical absurda. Tanto que às vezes era impossível identificar o que tocava! Muito legal, um clima muito descontraído. E gente bonita! Muita gente bonita, insuportavelmente bonita! Toda essa gente bonita reunida no rock da tarde modificava o que eu tentei imaginar que deve ser a pacata Alegre. Que devia ser limpa também, mas deve ter recuperado isso a pouco tempo, porque banheiro masculino era onde o xixi apertasse, poças dele pelas ruas…
Enfim, tirando a perda de originalidade, o festival é muito bom, bem estruturado e uma boa oportunidade de Alegre explorar o turismo. Eles podiam começar com essa idéia no ano que vem.
A praça de frente para o meu hotel em Alegre
As ruas do rock da tarde, visão aérea. ![]()
Agora vou voltar para minha prima e o churrasco que está rolando enquanto escrevo este post pingando de sono…
PS.: Uma dúvida muito cruel me surgiu durante uma noite do festival: o que significa aquele cachorro? Por que um cachorro como símbolo do Festival de música de Alegre?
Descobri… De acordo com o site da prefeitura da cidade, Alegre era o nome da cachorrinha que vivia num rancho da cidade. O nome estendeu-se para o povoado e em seguida para o município. Não está escrito lá que é por isso o simbolo, mas eu conclui assim…
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